Pular para o conteúdo

China reforça híbridos e extensores de autonomia (EREV) enquanto os elétricos avançam

Carro elétrico esportivo vermelho em exposição com painel solar e turbinas ao fundo.

Mesmo na China - o maior mercado do mundo em eletrificação automotiva - os modelos 100% elétricos não estão ganhando espaço na velocidade imaginada. Nos primeiros meses de 2026, os elétricos ficaram em torno de 28% das vendas.

Ao captar esses sinais, os órgãos reguladores ajustaram as regras e a indústria respondeu rapidamente: nos últimos 12 meses, foram anunciados ou atualizados sete novos sistemas híbridos e cinco soluções com extensor de autonomia (EREV).

Segundo o Energy-Saving and New Energy Vehicle Technology Roadmap 3.0, produzido pela China Society of Automotive Engineers (CSAE), os motores a combustão eletrificados devem continuar presentes nos catálogos das marcas nas próximas duas décadas. A projeção é que representem cerca de 1/3 das vendas de automóveis até 2040. Já nos veículos comerciais leves, a divisão tende a se aproximar de um cenário 50/50.

Esse quadro ficou ainda mais claro no Salão de Pequim 2026: além de robôs humanoides, soluções de inteligência artificial e condução autônoma, os novos motores a combustão foram um dos grandes destaques.

A seguir, reunimos os motores a combustão usados como soluções de eletrificação que as marcas chinesas apresentaram ou reforçaram nos últimos 12 meses.

Híbridos e EREV ganham força na China em 2026

Sistemas híbridos convencionais: Geely, Changan e Chery

A Geely, que deve chegar em breve ao mercado português, é o exemplo mais evidente desta nova etapa. O sistema i-HEV foi apresentado como uma resposta direta ao domínio japonês nos híbridos convencionais.

A Changan, também recém-chegada a Portugal, segue a mesma linha com o Blue Whale Super Engine Hybrid, outro sistema híbrido convencional. Enquanto isso, a Chery continua evoluindo o Chery Super Hybrid e alternativas com baterias maiores do que as usadas nos híbridos.

Arquiteturas e plug-in: GAC, BYD e SAIC

Já a GAC - que também está presente em Portugal, mas por enquanto apenas com modelos 100% elétricos - ampliou sua ofensiva com a arquitetura ADiMOTION, pensada para suportar híbridos, híbridos plug-in e extensores de autonomia.

Essa agilidade contrasta com a cautela de grupos como o Grupo Volkswagen, que só agora apresentou o seu primeiro motor híbrido.

No campo dos híbridos plug-in, a BYD segue refinando a tecnologia DM-i e revelou uma solução Super Hybrid compatível com gasolina e etanol. Na mesma direção, a SAIC reforçou a tecnologia DMH por meio da MG.

Extensores de autonomia: Dongfeng, Leapmotor, Seres/Aito e Avatr

Há ainda os extensores de autonomia. Dongfeng, Leapmotor, Seres/Aito e Avatr vêm usando motores a combustão principalmente como geradores, entregando uma experiência de condução próxima à de um elétrico, mas com menor dependência da rede de recarga.

Elétricos continuam na agenda da China

A China não está deixando os elétricos de lado. O que o país faz é admitir que a eletrificação não precisa seguir uma única rota tecnológica, sem descartar por completo os motores a combustão.

Nos elétricos puros - como ficou evidente no Salão de Pequim 2026 - seguem surgindo novas baterias, plataformas de 800 V e recargas cada vez mais rápidas. Na prática, a China está abrindo várias faixas na mesma estrada.


Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário