Audi Sport faz 40 anos e pode marcar a despedida de dois motores RS a combustão
Criada em 1983, a Audi Sport - divisão de alta performance da Audi - comemora em 2023 o seu 40.º aniversário, e a data pode servir de palco para a chegada de duas edições particularmente especiais.
Com o “trem” da eletrificação já em movimento, a marca alemã dá sinais de que quer se despedir com pompa de dois dos propulsores mais emblemáticos da linhagem RS movidos exclusivamente a combustão: o V8 biturbo de 4.0 l da perua RS 6 Avant e o cinco cilindros em linha de 2.5 l do Audi RS3.
Existe a chance de surgirem versões comemorativas desses modelos, prometendo elevar ambos a um patamar inédito - uma forma de mostrar que essas motorizações ainda têm fôlego antes da transição para a eletrificação total.
O RS 3 mais potente de sempre
O cinco cilindros 2.5 l e sua história na Audi
Presente hoje em RS Q3, TT RS e RS 3, o cinco cilindros em linha da Audi é um dos motores mais icônicos da trajetória da marca dos quatro anéis. Ele estreou em 1976, no Audi 100, e depois ganhou fama em carros como o Sport Quattro, S2 e RS2.
Agora, tudo indica que será levado mais além do que nunca, em uma espécie de despedida em tom de homenagem, antes de a marca lançar o último modelo puramente a combustão, previsto para 2026.
Na configuração Performance Edition, o conjunto 2.5 l turbo do RS 3 já chegou aos 407 cv de potência.
Ainda é difícil cravar qual será a potência desse RS 3 “final”, mas a marca pode mirar acima dos 421 cv do Mercedes-AMG A 45 S. Esse “super RS 3” também deve adotar um visual externo mais agressivo, com componentes aerodinâmicos ainda mais marcantes.
A Audi RS 6 Avant mais radical da história
Grams sugere mais potência e mantém o foco no uso diário
Ao comentar a possibilidade de um RS 3 ainda mais extremo, Sebastian Grams, chefe da Audi Sport, também deu a entender - durante as comemorações dos 40 anos da empresa - que a Audi pretende reforçar o status do RS 6 na linha, empurrando o modelo cada vez mais para o posto de referência.
Perguntado se a Performance Edition poderia ser encarada como um tipo de “canto do cisne” do carro, Grams foi direto: “Não, podemos ir ainda mais além”.
Segundo a Autocar, o executivo afirmou ainda: “Podemos tornar o carro (Audi RS 6 Avant) ainda mais poderoso, com mais performance e mais agressivo”.
Apesar do discurso de radicalização, ele fez questão de estabelecer um limite: “Importa não esquecer que os modelos RS são usados no dia a dia: não estamos a tentar perder o nosso ADN. Um modelo RS tem de ser um carro para o dia a dia, ainda que seja capaz de nos brindar com performance quando necessário”.
As incertezas em torno dessa “super RS 6” ainda são grandes, mas parece razoável supor que o ponto de partida continuará sendo o V8 biturbo de 4.0 litros já conhecido - e que os 630 cv da Performance Edition tendem a ser superados sem muita dificuldade.
Inspiração no Audi RS 6 GTO Concept e o limite da radicalidade
No visual, a referência deve vir do protótipo Audi RS 6 GTO Concept apresentado em 2020, que homenageava um verdadeiro “monstro” de pista: o Audi 90 quattro IMSA GTO.
Ainda assim, pelo que indicam as palavras do próprio responsável da Audi Sport, essa “super RS 6” não deve chegar a um nível tão extremo quanto o concept citado. A prioridade de entregar “carros para o dia a dia” provavelmente vai afastar soluções que reduzam a versatilidade do modelo de produção.
Fonte: Autocar
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