A verificação da pressão de ar dos pneus costuma ser tratada como detalhe, mas é um cuidado indispensável para a sua segurança e para a do seu carro.
À primeira vista, pode parecer uma tarefa simples e com pouco efeito no veículo. Só que, na prática, o impacto é bem maior do que muita gente imagina.
Manter a pressão dos pneus dentro do valor correto é fundamental não apenas por segurança, mas também porque ajuda a reduzir o consumo de combustível e favorece um desgaste mais uniforme dos pneus - ou seja, só traz benefícios.
Ainda assim, surgem dúvidas comuns: como ajustar a pressão? Qual é o valor certo? E por que a pressão de ar dos pneus diminui com o tempo?
De repente, encher pneus parece menos óbvio do que parecia. Se você está começando agora ou só quer relembrar o essencial, este guia é para você.
Perda de pressão de ar dos pneus: as causas
Perder ar nos pneus é algo esperado. Em geral, um pneu em boas condições perde, em média, 0,076 bar (unidade de pressão) por mês - uma redução que acontece por aquilo que podemos chamar de causas naturais.
Além disso, existem situações que aceleram essa perda de pressão. Pode ser um furo que nem sempre obriga a parar e trocar o pneu na hora, ou ainda problemas na válvula do pneu ou na roda (aro), especialmente quando há algum dano ou empeno.
Como verificar a pressão?
Medir a pressão de ar de um pneu é um procedimento simples. Principalmente nos carros mais novos, já que muitos modelos monitoram a pressão dos pneus e avisam a pressão atual e a perda de pressão.
Mesmo assim, antes de corrigir a pressão de ar de um pneu, vale seguir algumas orientações. A primeira é verificar a pressão apenas com os pneus frios - isto é, quando o carro não foi usado nas últimas duas horas ou quando você rodou menos de 3 km em baixa velocidade.
Isso acontece porque, durante o uso, a temperatura dentro do pneu aumenta. Com o aumento de temperatura, as moléculas do ar ficam mais agitadas, o que eleva a pressão.
Depois, é só fazer quatro passos bem diretos:
- Encostar o manômetro no bico da válvula do pneu;
- Aguardar o manômetro indicar o número correspondente à pressão atual do pneu;
- Comparar o valor mostrado com o que o fabricante recomenda;
- Tomar uma de duas ações: se estiver acima do recomendado, liberar ar até igualar. Se estiver abaixo, completar com ar até chegar ao valor correto.
Se for preciso medir a pressão com os pneus quentes - por exemplo, no meio de uma viagem -, deve-se colocar mais 0,3 bar do que a pressão indicada pelo fabricante e, assim que der, conferir de novo com os pneus frios.
Como é que eu sei qual é a pressão certa?
Não, não é no “chute” e nem “no olho”. Em geral, a pressão recomendada pelo fabricante aparece no manual do proprietário do veículo ou em uma etiqueta/placa na porta do motorista ou na tampa do bocal do combustível.
Normalmente, há mais de um valor recomendado, porque ele muda conforme a carga. Por exemplo: se você costuma dirigir sozinho ou com no máximo um passageiro, a pressão indicada tende a ser menor do que a recomendada para uma viagem com o carro cheio e o porta-malas carregado.
Entre as várias informações escritas no flanco (lateral) do pneu, também existe um dado sobre pressão. Porém, esse valor não é a pressão recomendada pelo fabricante do veículo, e sim a pressão máxima que o pneu suporta.
Se você não tem o costume de verificar a pressão dos pneus com frequência, dá para começar agora. A maioria dos fabricantes orienta checar a pressão pelo menos uma vez por mês ou antes de uma viagem longa.
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