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Novo Renault Espace: o monovolume que virou SUV

Renault Espace 2024 branco estacionado em garagem com paredes de vidro e iluminação natural.

O Renault Espace foi praticamente o responsável por inaugurar o segmento dos monovolumes em 1984 e, por muitos anos, ocupou um lugar de destaque como modelo de referência dentro da marca francesa.

Com o passar do tempo, porém, o peso do Espace na gama da Renault foi mudando na mesma medida em que o mercado passou a tratar esse tipo de carro. E não há como contornar: a era dos monovolumes acabou.

A principal razão atende pelo nome de SUV. Com visual mais robusto e um desenho que agrada mais, eles dominaram a preferência das famílias. Nesse cenário, nem mesmo as mais de 1,3 milhões de unidades vendidas desde 1984 foram suficientes para o Espace inverter a maré.

Resultado direto do momento e das escolhas do público, o Renault Espace se reinventou - e acabou virando justamente aquilo que ajudou a decretar o fim dos monovolumes: um SUV.

A aparência não deixa dúvidas

Mesmo com a virada de conceito, a Renault garante que o Renault Espace continua alinhado com quase 40 anos de legado.

Ainda assim, olhando por fora, é impossível negar o óbvio: o novo Renault Espace, já em sua sexta geração, traz uma identidade externa muito próxima (para não dizer espelhada) à do Austral.

Na dianteira, a diferença mais evidente está na grade, que no Renault Espace passa a ter elementos verticais. O efeito é um carro com mais presença na estrada e uma assinatura visual mais sofisticada.

É ao observar o perfil que as alterações ficam mais claras, já que o Renault Espace recebe uma seção traseira completamente nova - e isso acontece porque este SUV mede 21 cm a mais de comprimento do que o Austral.

E os números reforçam: são 4,72 m de comprimento, o que obrigou a equipe de design da Renault a redesenhar toda a traseira. Mesmo assim, ao vê-lo ao vivo, o que chama a atenção de imediato é como essa integração foi feita de maneira bem harmoniosa.

Ainda de lado, também se destacam as rodas, que podem ser de 19” ou 20”, além do acabamento escurecido ao redor das janelas, nas caixas de roda e nas saias laterais.

Novo Renault Espace é mais baixo, mais curto e mais leve

Apesar de ser claramente maior do que o Austral e de, ao vivo, ter boa presença, o novo Renault Espace ficou 14 cm mais curto do que o Espace anterior. Além disso, é 3,2 cm mais baixo e 215 kg mais leve.

Ainda assim, nada disso mexe com o que segue sendo o grande argumento deste modelo: espaço. Aliás, é tão central que está… no próprio nome. Por esse motivo, segundo a Renault, este é o Espace mais espaçoso de todos.

Espaço segue como prioridade

Oferecido em versões de cinco e de sete lugares, o novo Renault Espace já chama atenção pelos assentos da segunda fileira, que - ao contrário do que era tradição - deixam de ser individuais.

Só que essa mudança não compromete nem o espaço nem o conforto de quem vai atrás. Até porque, nas versões de sete lugares, os bancos centrais podem, pela primeira vez, deslizar 22 cm para frente e para trás. Na posição mais recuada, há 32 cm de espaço para os joelhos, um valor de referência no segmento.

Também pesa a favor o fato de os bancos da segunda fileira reclinarem até 31º e, nas extremidades, trazerem uma almofada no apoio de cabeça que promete fazer diferença em viagens mais longas.

Bancos da terceira fileira não são só para crianças

Indo para a terceira fileira, a crítica mais fácil de fazer tem a ver com o acesso, que está longe de ser simples. Mesmo com os bancos do meio avançados e os encostos rebatidos, chegar à última fileira exige algum esforço.

Por outro lado - e diferente do que costuma acontecer - esses bancos não se limitam a crianças. Dá, sim, para levar ali dois adultos com até 1,70 m de altura, desde que, naturalmente, os assentos da segunda fileira não estejam totalmente recuados.

Ainda assim, mesmo não sendo obrigatório, o mais indicado é colocar as crianças lá atrás. E a tendência é que elas nem reclamem: assim como na fileira central, quem viaja na terceira fileira tem direito a duas portas USB-C, luzes no teto, porta-copos e, em alguns casos, alto-falantes da Harmon Kardon.

Impossível ignorar este teto panorâmico

Sentado nos bancos traseiros, há outro elemento que salta aos olhos: o teto panorâmico. Com 1,33 m de comprimento e 84 cm de largura, esse teto (opcional) soma uma área total de cerca de 1 m² e ajuda a ampliar a sensação de espaço a bordo.

De acordo com a Renault, ele está entre os maiores tetos panorâmicos disponíveis no mercado.

Já tinha esquecido do Austral?

Ao passar para a dianteira e observar o ambiente ao redor, a comparação com o Austral aparece de novo, porque o interior também parece ter sido “copiado” do SUV que venceu recentemente o Prêmio de Carro do Ano 2023 em Portugal.

A disposição dos elementos é a mesma, mas a percepção de qualidade a bordo chega a parecer um pouco melhor - muito em função dos materiais escolhidos. E isso faz sentido, já que este passa a ser o novo topo de linha da Renault.

Com três níveis de acabamento (Techno, Esprit Alpine e Iconic), o Espace utiliza o sistema multimídia OpenR Link da Renault - já visto no Mégane E-Tech Electric e no Austral - e combina um painel de instrumentos digital de 12,3” com uma tela central vertical de 12”. Ela traz integração nativa com Google Maps, Google Play Store, Waze e Spotify, entre outros.

Além disso, há também um sistema de head-up display que projeta uma imagem equivalente a uma tela de 9,3”.

Apenas uma motorização híbrida

Baseado na plataforma CMF-CD, a mesma do Austral, o novo Renault Espace compartilha com ele a única opção mecânica disponível: o conjunto E-Tech Full Hybrid de 200 cv que já conhecemos e testamos.

Por isso, ele usa o mesmo motor 1.2 turbo a gasolina, de três cilindros, com 130 cv de potência e 205 Nm de torque máximo. O sistema ainda inclui dois motores elétricos: um de 50 kW (68 cv), responsável pela tração, e outro menor, de 25 kW (34 cv), que atua como gerador, dá partida no motor a combustão e gerencia a transmissão automática. Para alimentar tudo, há uma bateria de 2 kWh.

Com esses números, o novo Renault Espace promete acelerar de 0 a 100 km/h em 8,8s e alcançar 175 km/h de velocidade máxima. Para efeito de comparação, um Austral com o mesmo conjunto anuncia a mesma velocidade final, mas cumpre o 0–100 km/h em 8,4s.

A Renault afirma que, graças à partida 100% elétrica e ao sistema de regeneração, é possível rodar no modo elétrico na cidade durante 80% do tempo. A marca também declara consumo médio de apenas 4,6 l/100 km e autonomia máxima de até 1100 km.

O mesmo ângulo de giro de um Clio

A Renault também promete um comportamento dinâmico de referência para o novo Espace e, para isso, equipou este SUV com o sistema 4Control Advanced, com quatro rodas direcionais.

Essa tecnologia - que, curiosamente, estreou no Renault Espace de quinta geração - permite que, em velocidades mais baixas, as rodas traseiras virem até um máximo de 5º. Assim, o Espace, mesmo com 4,72 m de comprimento, consegue um ângulo de giro parecido com o de um Clio.

Quando o novo Renault Espace chega?

Os pedidos do novo Renault Espace começam já no próximo dia 17 de abril, mas as primeiras unidades só chegam a Portugal em 6 de outubro.

Sobre preços, ainda não existe qualquer indicação para o mercado português.

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