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Europa: elétricos e híbridos plug-in aceleram no 1º trimestre de 2026

Carro esportivo elétrico cinza em exibição dentro de showroom com iluminação natural ao fundo.

Nos três primeiros meses do ano, a Europa contabilizou 3 521 110 automóveis emplacados, um avanço de 4,1% em relação ao mesmo período de 2025. Por trás desse total, há uma mudança estrutural clara no tipo de motorização que os europeus vêm priorizando.

Com a alta no preço dos combustíveis em março, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio, as vendas de elétricos e de híbridos plug-in ganharam força no mercado europeu, indo na contramão da desaceleração observada nos dois primeiros meses do ano.

Elétricos avançam na Europa no 1º trimestre de 2026

No recorte dos elétricos, o primeiro trimestre de 2026 terminou com um crescimento de 26,2% nos registros europeus frente ao mesmo intervalo do ano anterior, chegando a 723 704 unidades - enquanto, na China e nos EUA, o acumulado de vendas está em queda. Esse resultado representa 20,6% de participação: em outras palavras, um em cada cinco carros emplacados na Europa já é 100% elétrico.

Ao olhar apenas para a União Europeia, a expansão dos emplacamentos de elétricos foi ainda maior, de 32,5%. Mesmo assim, a participação segue abaixo de 20% - ficou em 19,4%. É um nível que permanece bem distante do necessário para cumprir a meta de redução de emissões do bloco.

Gasolina perde espaço frente aos elétricos

A evolução dos elétricos aparece com ainda mais destaque quando comparada à retração dos modelos exclusivamente a gasolina. Os registros desse tipo de veículo recuaram 17%, para 791 588 unidades (quota de 22,5%). Se o movimento continuar, 2026 pode marcar o ano em que, pela primeira vez, as vendas de carros a gasolina fiquem abaixo das de elétricos.

A distância entre os dois grupos já é pequena: menos de dois pontos percentuais e abaixo de 70 mil unidades. Como referência, nos primeiros três meses de 2025, essa diferença superava 10 pontos percentuais.

O avanço dos híbridos plug-in

Em 2026, os híbridos plug-in vêm crescendo na Europa em ritmo ainda mais acelerado do que os elétricos. Diversas montadoras têm apostado nessa tecnologia como caminho para reduzir emissões e, neste ano, a demanda tem se mantido consistentemente acima da dos elétricos.

Apesar de ainda ficarem atrás dos elétricos e dos híbridos convencionais (que não precisam ser conectados à tomada) em volume absoluto, no acumulado dos três primeiros meses do ano os registros subiram 32,4% na comparação anual, somando 267 906 unidades. A participação é de 10,1%.

Híbridos seguem na liderança

A opção de motorização mais escolhida na Europa continua sendo o híbrido convencional (sem necessidade de recarga na tomada), com 1 355 117 unidades emplacadas e uma quota de 38,5%. Esse volume se explica porque o grupo também engloba os mild-hybrid, que vêm se tornando, cada vez mais, a configuração de motorização mais comum. No primeiro trimestre de 2026, as vendas avançaram no mesmo ritmo do mercado: 11,4%.

Diesel e “Outros” também recuam

Quanto aos Diesel - que já chegaram a representar metade do mercado europeu -, no primeiro trimestre de 2026 a quota ficou limitada a 6,6%. As matrículas caíram 16,4%, para apenas 233 151 unidades, recuo que também acompanha a oferta cada vez menor desse tipo de motorização.

Por fim, a ACEA, responsável por esses dados, também aponta a categoria “Outros”, que reúne veículos a GPL, gás natural e hidrogênio. O quadro tampouco é positivo: houve uma queda expressiva de 31,9% neste ano, totalizando somente 62 851 unidades e uma quota de apenas 1,8%.


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