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Teste do Kia Sorento: SUV de sete lugares com nota 7/10

SUV preto Kia Sorento trafegando em estrada rural com céu nublado ao fundo.

Belo carro, cara!

Você não foi o único a soltar essa - e isso nos pareceu especialmente curioso. Curioso porque, como seus olhos vão confirmar, aqui não estamos diante de um supercarro berrante com motor V12, nem de um hatch apimentado e barulhento com escapamentos cuspindo fogo.

Não é nem um Renault Espace.

Na verdade, é um Kia Sorento: um SUV grande, de sete lugares, absurdamente sensato. O facto de ele ter chamado - pelo menos de forma anedótica - tanta* atenção sugere que o departamento de design da Kia tirou um 'Above Expectations' na avaliação mais recente.

*três, talvez quatro pessoas

Design e presença do Kia Sorento

Mas ele tem estilo, cara.

Ele chama a atenção, e ainda mais quando aparece ao vivo. Só no mundo real dá para perceber o tamanho, a sensação de “gigante”, a grade e aquela traseira com um quê quase americanizado. Ele impõe presença. (E, por sinal, impõe também na balança: são 1.949 kg.)

Esta versão '3' do nosso teste - encaixada, como seria de esperar, entre a '2' e a '4' - vem com rodas maiores de 19", grade frontal em preto brilhante, vidros escurecidos e faróis de LED que: a) iluminam praticamente o Wembley; e b) trazem algo chamado 'bi-functionality'.

Dito isso, vale elogiar a Kia por tentar colocar um pouco de Estilo, independentemente do resultado final. No estacionamento, não tem como confundir; num mar de carros iguais, pontos por escolher um caminho diferente.

Por dentro: espaço, acabamentos e tecnologia

E por dentro, ele também é bacana, cara?

É bem agradável, na verdade. Para começar, é enorme. Os bancos dianteiros são muito bem pensados para um humano padrão, e a fileira do meio entrega espaço de sobra. Com a terceira fileira rebatida, o porta-malas fica gigantesco; e, com a terceira fileira em uso, ainda há bastante área útil para lidar com diferentes combinações de gente/cão/bagagem e as suas inevitáveis variações. Dá, inclusive, para acomodar um Golden Retriever grande e particularmente inquieto.

Além disso, o encaixe das peças, o acabamento e a escolha dos materiais passam uma sensação não só de robustez, mas também de boa qualidade. E ele vem recheado de coisas que Famílias da Vida Real (não apenas as dos folhetos) usam de verdade - tomadas, luzes, saídas de ar, portas USB e por aí vai.

No nosso carro de teste, a versão '3' ainda adicionava couro preto, bancos elétricos com aquecimento, vidros escurecidos, o sistema de conectividade 'UVO Connect' da Kia (informações de trânsito, meteorologia, pontos de interesse e afins), tudo exibido na excelente tela central plana de 10,25", além de carregamento sem fio para o celular.

Chique. E ele dirige sozinho, cara?

Até certo ponto, sim. O carro avaliado tinha a função Highway Driving Assist, que é aquele controlo de cruzeiro mais sofisticado de hoje em dia: mantém distância do veículo da frente e segura o Sorento no centro da faixa. É ótimo para viagens longas e pouco empolgantes. E funcionou muito bem.

Ao volante: diesel 2,2, conforto e “emoção”

Vou querer fazer viagens longas e pouco empolgantes nele, cara?

Provavelmente. Este diesel - um quatro-cilindros 2,2 litros de 199 bhp - é bem refinado quando você conduz com bom senso. A Kia diz que o novo conjunto 'Smartstream' usa bloco de alumínio e é quase 40 kg mais leve do que o motor do modelo anterior. O torque é generoso - 325 lb ft (cerca de 441 Nm) - e ele faz 0–100 km/h em 9,1 s, chegando a 204 km/h. Números que, na prática, importam pouco, porque isto aqui é um SUV familiar.

O que pesa mais, de forma bem menos excitante, é que o consumo declarado é de 42,2 mpg (no nosso uso, sem tentar economizar em nada, ficou pouco abaixo de 40 mpg) e as emissões são de 176 g/km de CO2.

A suspensão trabalha bem, e no geral é um carro confortável para devorar quilómetros. No nosso Big Review, notámos que o ruído dos pneus pode incomodar - e isso continua verdadeiro -, mas, no conjunto, ele é competente. Até certo ponto.

E as coisas empolgantes, cara?

Não gosta muito da sua família, é? A direção não passa muita sensação, mas é precisa; a carroceria rola pouco, então tudo parece equilibrado. Só que você realmente, realmente não deveria ficar atirando duas toneladas de SUV para lá e para cá (a propósito, ele puxa mais de 2,5 toneladas de carga). De qualquer forma, no modo mais esportivo o motor fica um pouco áspero, e o câmbio automático de oito marchas - normalmente suave - se atrapalha um pouco. E você não precisa de mostradores vermelhos num SUV sensato. Sossega aí, piloto, e melhor escolher uma entre as SESSENTA E QUATRO cores de iluminação ambiente do interior.

Compra ou não compra?

Devo comprar um, cara?

Vale, sim, colocar na lista: é um SUV bem resolvido, bem construído e extremamente prático. Reforçando o que dissemos no nosso Big Review deste Sorento novo, o híbrido faz mais sentido para uso urbano; já este diesel - disponível apenas no acabamento que testámos aqui - combina mais com as viagens longas de estrada.

O nosso carro de teste saiu por £41,245. Um Kodiaq vRS - um SUV diesel muito competente - custa só uns poucos milhares a mais, e também dá para encontrar versões mais simples por valores por volta disso.

No fim, é um bom produto; e o facto de vir com a garantia famosa (e enorme) da Kia significa que - tal como o próprio carro - será muito fácil conviver com ele. Se essa é a sua filosofia, vá em frente.

Nota: 7/10

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