O turbocompressor - mais conhecido apenas como turbo - é uma tecnologia criada no começo do século passado com um objetivo bem claro: elevar a potência entregue por motores a combustão.
O primeiro uso prático apareceu na aviação militar, mas foi questão de tempo até essa solução chegar ao lugar onde realmente ficou popular: os automóveis.
A seguir, vamos explicar de um jeito simples e direto como um turbo funciona, quais são os benefícios dessa tecnologia e quais cuidados valem a pena para aumentar sua durabilidade.
O funcionamento básico de um turbo
De forma objetiva, o turbo é um conjunto mecânico que aproveita a energia dos gases de escape do motor para aumentar a quantidade de ar que entra nas câmaras de combustão. Isso acontece, principalmente, por meio de duas partes do turbo:
Turbina: é o lado do turbo que recebe os gases de escape do motor. A energia desses gases faz a turbina girar em altíssima rotação.
Compressor: o compressor é movimentado pela turbina - ambos são ligados por um eixo - e sua função é comprimir o ar ambiente antes de enviá-lo para a câmara de combustão do motor.
Qual é o objetivo desta compressão do ar?
Quando há mais ar disponível na mistura, a combustão tende a ser mais eficiente, o que melhora a potência e o desempenho do motor. Quanto mais comprimido o ar estiver, maior é a concentração de oxigênio e, portanto, mais intensa se torna a combustão.
Com isso, ter um turbo no motor se traduz nas seguintes vantagens:
Maior potência: o turbo permite que o motor entregue mais potência sem que seja necessário aumentar o tamanho ou o peso do conjunto.
Eficiência energética: com a tecnologia turbo, os motores podem alcançar melhor eficiência no consumo de combustível, ajudando a reduzir emissões.
Melhor desempenho em altitude: o turbo compensa a menor densidade do ar em grandes altitudes, preservando o desempenho do motor.
Cuidados a ter com um motor turbo
Atualmente, a tecnologia turbo está totalmente difundida. Com exceção da maioria dos híbridos - e, naturalmente, dos veículos 100% elétricos - praticamente todos os carros vendidos hoje usam motores assistidos por turbo, sejam a gasolina (ciclo Otto) ou a diesel.
Dito isso, esses componentes já não são tão “sensíveis” como no passado e atingiram níveis de confiabilidade que, nas décadas de 80 e 90, pareciam impensáveis. Mesmo assim, alguns cuidados ajudam a prolongar a vida útil do componente.
Antes de exigir o máximo do motor, o ideal é permitir que ele chegue à temperatura correta de funcionamento.
E, mesmo depois de o motor atingir a temperatura ideal (algo que dá para acompanhar no painel de instrumentos), vale esperar mais um pouco: o óleo costuma levar mais tempo para aquecer, e ele é essencial para a “boa saúde” do turbo.
Da mesma forma, após uma condução mais intensa, é recomendável manter o motor funcionando por um curto período antes de desligar, para que o turbo consiga resfriar de maneira adequada.
Para contribuir com esse resfriamento, há carros que trazem uma bomba de óleo específica para o circuito do turbo, que continua operando mesmo após o motor ser desligado, justamente para ajudar a reduzir a temperatura do componente.
Por fim, é fundamental usar um óleo de qualidade. O turbo trabalha sob temperaturas elevadas e depende de lubrificação correta. Por isso, use um óleo de motor de boa especificação e siga as recomendações do fabricante quanto aos intervalos de troca de óleo.
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